O Fim das Salas VIPs Ilimitadas!! Durante anos, possuir um cartão Mastercard Black, Visa Infinite ou Elo Nanquim era praticamente sinônimo de acesso facilitado às salas VIP dos aeroportos. Bastava ter o cartão na carteira e aproveitar os benefícios de viagem, muitas vezes sem sequer concentrar gastos nele.

Mas esse cenário está mudando rapidamente.

A tendência observada nos principais bancos e bandeiras aponta para uma nova realidade: o acesso às salas VIP está cada vez mais condicionado ao volume de gastos realizado no cartão.

Por isso, a pergunta que começa a surgir entre os viajantes é inevitável: estamos presenciando o Fim das Salas VIPs Ilimitadas?

O modelo antigo está chegando ao limite

Nos últimos anos, muitos consumidores adotaram uma estratégia bastante comum.

Eles acumulavam diversos cartões Black e Infinite, negociavam isenção de anuidade e mantinham os cartões praticamente sem uso.

O objetivo era simples: utilizar apenas os benefícios, principalmente os acessos às salas VIP.

Era comum encontrar clientes com:

Para os bancos, porém, essa conta começou a ficar cada vez mais cara.

Por que os bancos estão endurecendo as regras?

O acesso às salas VIP possui um custo real para bancos, bandeiras e emissores.

Cada visita realizada gera despesas que precisam ser absorvidas pela instituição financeira.

Durante muito tempo, os bancos aceitavam esse custo como forma de atrair clientes de alta renda.

Agora, o cenário mudou.

Com a popularização dos cartões premium, o número de acessos disparou e os bancos passaram a buscar formas de direcionar os benefícios para clientes que realmente utilizam seus produtos no dia a dia.

A lógica passou a ser simples:

Quem gera receita para o banco continua com benefícios. Quem mantém o cartão parado na gaveta passa a ter restrições.

Santander acelerou uma tendência que já estava em curso

A recente mudança anunciada pelo Santander chamou a atenção do mercado porque tornou explícita uma estratégia que já vinha sendo observada em outras instituições.

A partir de julho de 2026, diversos cartões premium do banco passarão a exigir gastos mínimos para manter os acessos às salas VIP.

Entre eles:

Na prática, não basta mais possuir o cartão.

Será necessário demonstrar utilização recorrente para continuar aproveitando os benefícios.

A tendência não está apenas no Santander

O movimento vai além de um único banco.

Nos últimos anos, diversos programas ligados às bandeiras passaram a criar mecanismos de controle de acesso.

Em alguns casos, determinados benefícios exigem gastos prévios.

Em outros, existe limitação de acessos anuais ou necessidade de manter relacionamento ativo com a instituição emissora.

O resultado é que o mercado está caminhando para um modelo mais seletivo.

Antes e depois das novas regras

Modelo Antigo Novo Modelo
Ter o cartão era suficiente É necessário utilizar o cartão
Vários cartões Black com poucos gastos Concentração de gastos em poucos cartões
Acesso praticamente automático Acesso condicionado ao relacionamento
Benefícios amplamente distribuídos Benefícios direcionados aos clientes mais ativos
Cartões guardados na gaveta funcionavam Cartões sem uso tendem a perder relevância

O fim da coleção de cartões Black?

Talvez a maior consequência dessa mudança seja o impacto na estratégia de quem possui muitos cartões premium.

Até pouco tempo atrás, fazia sentido manter vários cartões na carteira.

Cada um oferecia um benefício específico:

Com as novas exigências, essa estratégia pode perder eficiência.

Afinal, poucos consumidores conseguem concentrar R$ 5 mil, R$ 10 mil ou mais de gastos mensais em vários cartões ao mesmo tempo.

Na prática, muitos clientes serão obrigados a escolher um ou dois cartões principais.

A era da escolha inteligente

O futuro parece apontar para uma carteira mais enxuta e estratégica.

Em vez de possuir diversos cartões premium, a tendência será concentrar gastos naquele que entrega o melhor retorno para o perfil de cada cliente.

Alguns priorizarão:

A decisão deixará de ser baseada apenas nos benefícios prometidos e passará a considerar também os requisitos necessários para mantê-los ativos.

O que esperar nos próximos anos?

Tudo indica que o acesso às salas VIP continuará existindo.

O que está mudando é a forma de obtê-lo.

Os bancos querem recompensar clientes que utilizam seus produtos de forma recorrente e reduzir custos com usuários que mantêm cartões apenas para aproveitar benefícios.

Por isso, o Fim das Salas VIPs Ilimitadas talvez não signifique o desaparecimento dos lounges aeroportuários, mas sim o fim de uma época em que bastava possuir um cartão Black para ter acesso garantido.

A nova realidade exige planejamento, estratégia e concentração de gastos.

A opinião do Cartões e Viagens  sobre o Fim das Salas VIPs Ilimitadas

Na nossa visão, o mercado está entrando em uma nova fase, não será o Fim das Salas VIPs Ilimitadas. No entanto, os benefícios passarão a exigir cada vez mais relacionamento e movimentação financeira e os cartões Black continuarão sendo extremamente valiosos para quem viaja com frequência.

O cartão guardado na gaveta está perdendo espaço.

O cliente que concentra gastos e utiliza efetivamente o produto será o principal beneficiado pelas novas políticas dos bancos.

A tendência é clara: menos cartões, mais utilização e acessos cada vez mais direcionados.

E você?

Você ainda mantém vários cartões Black apenas pelos acessos às salas VIP ou já começou a concentrar seus gastos em um único cartão?

Conte para a gente nos comentários: será o Fim das Salas VIPs Ilimitadas?


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